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Meu desejo é ser cremado, e agora?

Assim como a doação de órgãos, o desejo para ser cremado precisa ser declarado em vida verbalmente ou por escrito.

04 de setembro

Atualmente, a lei 6015/73, conhecida como Lei do Registro Civil, é que regula os serviços concernentes aos Registros Públicos, estabelecidos pela legislação civil para autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos, incluindo o registro de óbito.

Grande parte da população ainda não compreendeu a importância de expressar esse desejo ou deixar uma declaração ainda em vida, especialmente para aqueles que não deixarão herdeiros, demais familiares ou então não terão apoio de alguém próximo. A prática exige processos específicos, o que pode impedir a cremação, obrigando as famílias a realizar o sepultamento convencional.
 
A lei diz que “será cremada toda a pessoa que tiver declarado em vida ou expressado em vida verbalmente ou por escrito, desde que em caso de morte natural o óbito deve ter sido assinado por dois médicos ou por médico legista e em caso de morte violenta com autorização da autoridade judiciária”.
 
Mateus Formolo, explica que muitas pessoas da região da Serra, que não possuem família ou herdeiros, têm aderido ao plano de cremação Recordare e então a importância da declaração em vida. “Se a pessoa não tem ninguém que responda por ela, não poderá ser cremada e assim o último desejo não poderá ser atendido”, explica.
 
A declaração em vida deve ser assinada por duas testemunhas, com firma reconhecida por semelhança, e o declarante assina com firma reconhecida por autenticidade, sendo, posteriormente, registrado no cartório de títulos e documentos.
 
É a garantia de ter o seu desejo atendido.
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